Dave Haynes - Sixteen:Nine

Dave Haynes

Fundador e Editor da Sixteen:Nine

Dave Haynes é o fundador e editor da Sixteen:Nine, uma revista online que acompanha a indústria da sinalética digital há mais de uma década.

Dave trabalha também como consultor estratégico para muitos utilizadores e fornecedores da indústria, e também escreve para muitos deles.

A PARTTEAM fez algumas questões sobre as tendências da sinalética digital da Dave Haynes. Continue a ler e conheça em exclusivo a história de Dave Haynes, editor e fundador da Sixteen:Nine.

1. Fale-nos um pouco sobre a sua jornada e sobre a sua experiência profissional. O que o trouxe para a Indústria da Sinalética Digital?

Comecei a minha vida profissional como jornalista de um jornal - escrevia sobre tudo, desde rock dos anos 80 até à política nacional.

Assim, tornei-me num editor e, em meados dos anos 90, interessei-me na tecnologia emergente.

Comecei a trabalhar no meu jornal online em 1995, e alguns anos depois percebi que a evolução da internet seria um problema para o negócio dos jornais tradicionais, então saí enquanto pude.

Juntei-me a uma startup bem financiada, que instalava displays em elevadores e, num ano, tornei-me vice-presidente de operações da empresa. Essa empresa foi incorporada a um concorrente e eu acabei por sair, quando as equipas de gestão misturaram-se.

Permaneci na Indústria e continuei com o meu trabalho, como consultor. Até lançar a minha própria rede de publicidade digital nas passagens subterrâneas da PATH, no centro de Toronto.

O conceito era óptimo, mas deveria ter sido lançado mais tarde. Os anunciantes naquela altura ainda não conseguiam entender. Assim, comecei a trabalhar para outras pessoas.

No início de 2006, iniciei um blog chamado 16:9 como uma saída para as minhas opiniões sobre a indústria de sinalética digital. Doze anos e quase 6 mil posts depois, ainda trabalho nesse pequeno blog, que é o centro de tudo o que eu faço.

Escrevo quase todos os dias no Sixteen:Nine e também escrevo para outros clientes. A minha experiência também me levou a muitos trabalhos de consultoria, desde start-ups até à Fortune100s.

2. Qual o motivo que o levou a criar o Sixteen:Nine? Porque escolheu este nome?

Senti que havia uma ausência de relatórios e opiniões coerentes e independentes no sector naquela época, e o blog Sixteen:Nine abordava essa necessidade.

A maior parte da publicação comercial nesta indústria continua a ser comunicados à imprensa, peças publicitárias ou peças escritas para agradar aos anunciantes.

Eu não faço isso, mas também não sou desagradável ou injusto. Apenas medido e honesto.

... não sou desagradável ou injusto. Apenas medido e honesto.

Sixteen:Nine refere-se aos monitores de painel plano mais comuns. Eu queria um nome que fosse mais interessante do que digamos, Digital Signage Daily.

3. Qual é o maior desafio de ser o fundador da Sixteen:Nine?

Encontrar tempo para escrever e, francamente, encontrar conteúdo interessante.

Eu recebo de 20 a 40 e-mails por dia de empresas de relações públicas e publicitários oferecendo-me novos produtos, serviços ou projectos, e eu ignoro provavelmente 95% deles.

Eu tento isolar e destacar as coisas que são novas e diferentes, ou pelo menos significativas.

4. O que diferencia a comunicação DOOH de outras áreas de inovação em sinalética digital?

Na minha opinião, o que se destaca mais na comunicação digital out of home (DOOH), é já há algum tempo, o uso de dados.

A Metainformação permite configurar locais e os seus públicos, tornando possível ser altamente relevante e direcionado.

Quando é possível conectar e usar dados em tempo real, sejam analíticos sobre o público ou sistemas de gestão de locais, ou o que for, o que está no display pode-se correlacionar directamente com o que está a acontecer, em tempo real.

Um dos produtos mais interessantes que vi recentemente, é uma ferramenta de medição de audiências, baseada em câmeras, que analisam filas de balcões de restauração e que utiliza conteúdo dinâmico para direccionar as pessoas para as filas mais curtas.

Isto equilibra o local e resulta em filas mais curtas, maiores vendas de alimentos e consumidores mais felizes.

5. Que conselho daria a um cliente que está a ler isto e que vai utilizar Sinalética Digital pela primeira vez?

Quando faço consultoria, a minha primeira pergunta é sempre: "Porquê?". Nunca é sobre a tecnologia, ou sobre o equipamento, e sim sobre o que está no display.

Uma das ferramentas que os jornalistas usam para pesquisar e escrever histórias é responder aos 5 Ws - Who, What, When, Where e Why? (Quem, O quê, Quando, Onde e Porque?).

Quando um projecto de sinalética digital é organizado, incentivo qualquer um a aplicar estas perguntas e a respondê-las.

Ficará surpreso com a frequência com que ninguém num projecto de Sinalética Digital, realmente sabe responder a estas questões, quem será responsável a longo prazo pelo projecto e assim por diante.

Connecting Stories, é um novo espaço editorial conduzido pela PARTTEAM, que consiste na realização de entrevistas exclusivas, direccionadas a personalidades influentes, que actuam em diferentes sectores de actividade.
O projecto que foi idealizado pela PARTTEAM, contempla a publicação de histórias de sucesso, por meio de pequenas entrevistas a influenciadores que queiram compartilhar detalhes sobre os seus projectos, opiniões, planos para o futuro, etc.
A ideia é conectar histórias, partilhar conhecimento, desenvolver networking e gerar conteúdos que possam fornecer novas visões, oportunidades e ideias.

Sobre a PARTTEAM

Fundada em 2000, a PARTTEAM é uma empresa portuguesa de TI mundialmente reconhecida, fabricante de quiosques multimédia de interior e exterior, equipamentos self-service, mupis digitais, mesas interactivas e outras soluções digitais, para todos os tipos de sectores e indústrias. Para saber mais acerca da nossa historia clique aqui.

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